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Análise de Erosão do Solo em Campo Grande

O crescimento acelerado de Campo Grande nas últimas décadas, com a expansão de loteamentos na região do Bairro Tiradentes e a verticalização no Centro, trouxe desafios geotécnicos significativos. A ocupação de áreas antes cobertas por cerrado nativo expôs o solo laterítico típico da formação Serra Geral a processos erosivos que, sem a devida investigação, podem comprometer fundações e taludes. A análise de erosão do solo em Campo Grande se tornou etapa obrigatória para empreendimentos em encostas e terrenos com declividade superior a 5%, principalmente após eventos pluviométricos intensos registrados nos verões de 2020 e 2023, que aceleraram ravinas em vários bairros da cidade.

Imagem ilustrativa de Análise de erosão do solo em Campo Grande
A perda de solo por erosão em Campo Grande pode atingir 15 toneladas por hectare ao ano em áreas desprotegidas, segundo dados da Embrapa.

Abordagem e escopo

Na região do Bairro Nova Campo Grande, os solos arenosos de textura média apresentam baixa coesão e alta erodibilidade, enquanto no Bairro Monte Líbano predominam argilas siltosas com maior resistência, mas suscetíveis a piping. Para quantificar esses riscos, a análise de erosão do solo em Campo Grande combina ensaios de campo como o ensaio SPT para avaliar a compactidade natural, com ensaios de permeabilidade de campo para medir a taxa de infiltração. Em áreas de voçorocas já mapeadas, utilizamos georradar GPR para mapear cavidades subsuperficiais. Os resultados permitem dimensionar sistemas de drenagem superficial e definir taludes estáveis, evitando surpresas durante a obra.

Considerações locais

Em Campo Grande, muitos técnicos já se surpreenderam com o surgimento de sulcos profundos após uma única chuva de 70 mm em terrenos aparentemente estáveis. O maior risco está nas áreas de transição entre o solo arenoso superficial e o horizonte argiloso mais profundo, onde a água percola lateralmente e provoca erosão interna. Sem a análise de erosão do solo, o empreendedor pode projetar cortes com inclinações inadequadas, levando a deslizamentos localizados que oneram o cronograma e geram passivos ambientais. A identificação precoce de feições erosivas com ensaios específicos reduz esse risco e orienta a escolha de técnicas de contenção.

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Normas de referência


ABNT NBR 6458:2020 – Grãos de solo que passam na peneira de 2,0 mm, ABNT NBR 7181:2016 – Análise granulométrica, ABNT NBR 13292:2020 – Determinação do teor de matéria orgânica, ABNT NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais (parte de fundações)

Serviços complementares

01

Ensaio de Infiltração In Situ

Medição da condutividade hidráulica do solo com infiltrômetro de anel duplo, seguindo a ABNT NBR 13058. Ideal para dimensionar bacias de detenção e sistemas de drenagem pluvial em loteamentos.

02

Modelagem de Erosão com Fórmula Universal (USLE)

Aplicação da Equação Universal de Perda de Solo para prever taxas erosivas em médio prazo, combinada com ensaios de laboratório para obter o fator erodibilidade (K) conforme Wischmeier e Smith.

Parâmetros típicos


ParâmetroValor típico
Taxa de infiltração (mm/h)5 – 50 conforme textura
Ângulo de atrito interno (graus)28 – 35 para areias
Coesão (kPa)5 – 25 em solos lateríticos
Profundidade do lençol freático (m)2 – 15 na bacia do Córrego Segredo
Índice de vazios0,7 – 1,2 em solos residuais

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